O antivírus para desktop chegou ao fim?

Por Ellen Messmer (repórter do Network World, em Framingham) para a Computerworld – Publicada em 12 de abril de 2007 às 10h29

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Framingham – Analistas dizem que o modelo tradicional de software não protege mais a empresa.

O sino está tocando para a tecnologia de antivírus para desktops? Alguns analistas de mercado estão proclamando que está morta a maneira tradicional baseada em assinaturas de detectar e erradicar vírus, trojans, spyware e outros malware.

O argumento é antigo: o modelo baseado em assinaturas não é capaz de acompanhar a inundação de variantes de vírus feitas pelo submundo do crime que está vencendo os fornecedores de antivírus em seu próprio quintal. Agora, estes analistas estão questionando se não é tempo das companhias apostarem pesadamente em novas estratégias, como whitelisting ou bloqueio por comportamento, para proteger os desktops e servidores.

“É o começo do fim para o antivírus”, diz Robin Bloor, sócio da empresa de consultoria Hurwitz & Associates, em Boston, Estados Unidos. O analista conta que iniciou a campanha “o antivírus está morto” um ano atrás e que sente isso ainda mais forte hoje. “Vou continuar batendo nesta tecla. A estratégia dos fornecedores de antivírus está completamente errada. Os criminosos, antes de soltar as pragas para os usuários, estão testando-as contra os softwares de antivírus. Eles já entenderam como funciona e como criar variantes que não são detectadas”.

O problema fundamental “não é sobre vírus, mas sobre o que deveria estar rodando nos computadores”, diz Bloor. Em vez de antivírus, garante, os usuários deveriam estar investindo em software de whitelisting, que previnem a infestação de vírus por permitir que apenas aplicações autorizadas rodem.

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Baseado em modelo de Dansette