Investir em armazenamento extra pode prejudicar empresa, diz estudo
Forrester Research afirma que investir em capacidade de armazenamento que não será utilizado em curto prazo pode trazer problemas.
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Um estudo da Forrester Research divulgado nesta segunda-feira (07/08) mostra que o mau gerenciamento da capacidade de armazenamento de uma empresa pode reduzir as taxas de utilização dos servidores reservados para ocasiões especiais em até 40%.
Esse problema é acentuado pelo fato de as empresas combinarem umas às outras, incluindo comunicações pobres entre os grupos providenciando o armazenamento e os donos das aplicações, previsões de armazenamento incorretas e escalonamento do volume de informação.
Um dos problemas apontados pelo estudo é a medida entre as capacidade utilizadas e disponíveis. Maus hábitos podem se formar quando os proprietários pedem mais espaço do que precisam.
Infelizmente, raramente eles percebem que a capacidade que seria utilizada no futuro já está sendo paga e se traduz em discos vazios, que necessitam de mais energia e sistemas de resfriamento.
“Um grupo faz uma previsão e pede por mais do que precisam, e normalmente conseguem”, afirma Andrew Reichman, analista da Forrester. “Pelo fato do armazenamento ser muito difícil de ser instalado e administrado, os ambientes de TI são forçados a utilizar um rolo no lugar de um pincel para administrar os servidores”.
Analistas de armazenamento afirmam que o fornecimento mínimo pode ser um remédio, ajudando a dar a ilusão de ter mais espaço de armazenamento do que é dado à estrutura de dados.
Reservando armazenamento a aplicações conforme a necessidade, abastecimentos menores podem ter um efeito dramático na eficiência da infra-estrutura e no orçamento, segundo Steve Norall, analista do Taneja Group.
“O fornecimento mínimo é muito importante, pois permite aumento na eficiência no armazenamento e também economia de dinheiro”, diz Norall.
“Além do mais, permite que sejam evitadas aquisições sem que realmente haja a necessidade, evitando gastar com uma capacidade que seria alocada para uma aplicação, mas não usada”.
“Esta é uma manobra crítica em ambientes VMware atualmente, onde pessoas estão fazendo projetos de consolidação de servidores onde são necessários altos volumes de antemão, mas terão utilizado apenas 25%”, completa.
Contudo, como aponta a Forrester, o fornecimento mínimo não está livre de riscos.
Fatores como o tempo ocioso da aplicação, limitações com armazenamento de arquivos, complexidade de servidores virtuais e extensão da necessidade de recursos devem ser levados em conta antes de abraçar a tecnologia, previne Reichman.
Anúncios feitos em maio por grandes empresas de hardware como EMC e Hitachi Data Systems, que estão incorporando o fornecimento mínimo em seus produtos, estão dando crédito à viabilidade da tecnologia para empresas, notam os analistas.
O fornecimento mínimo citado no estudo já é oferecido por empresas como a Compellent, Lefthand Networks, 3PAR, Isilon Systems, EqualLogic e DataCore Software.

















