Com que caminhão se faz mudança organizacional?
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Enquanto as corporações efetuam mudanças planejadas para se adequar às tendências de mercado, as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) mudam quase que exclusivamente para sobreviver. Nas PMEs, o sucesso é garantido pela liderança e não pelo planejamento.
Para qualquer organização, independentemente de seu tamanho, vários fatores anunciam a necessidade de mudar; outros indicam a direção assumida. Nas corporações existem até posições para gestores de mudança organizacional. Nas PMEs há o dono; ele percebe a necessidade, decide e lidera a mudança.
Existem vários tipos de mudança como de produtos, de sede, de fornecedor, de clientes, etc. Mas vamos tomar como exemplo representativo o item tecnologia! Para não perder o foco na importância da liderança, vamos dividir e explorar a tecnologia em duas vertentes. Uma delas é inerente ao negócio, que envolve processos, máquinas e patentes de terceiros; a outra é a dos sistemas de informação e gestão, que envolvem computadores, redes e internet.
Quem nunca mudou de casa na vida? Tudo pára, tudo muda, é um tal de guarda, encaixota, joga coisa fora até o fatídico dia em que o caminhão pára na frente de casa. Como garantir que após a mudança o gato e o papagaio não se perderam no caminho, ou quem vai ficar com o cachorro bravo que cuidava do quintal e não cabe no novo apartamento.
Nas PMEs a mudança organizacional é decidida e levada a cabo pelo empreendedor, o dono do empreendimento; ele decide a data e o que vai mudar. Ele também vai decidir se na casa nova tem espaço para velhos hábitos. Enquanto a corporação realiza reuniões para definir quem fica responsável pelo processo, a PME mudou várias vezes. Nas PMEs o tempo entre a decisão e a ação é muito pequeno e apenas uma pessoa, na maioria das vezes, lidera o processo. Como o líder é também o principal interessado, o sucesso é praticamente garantido.
Os empresários das PMEs em dia com a tecnologia usam equipamentos de menor porte, para produção em menor escala; eles já possuem interfaces para conexão a computadores e usam software para controle e programação. Só para citar um exemplo, um restaurante que vende comida por quilo pode economizar muito ao trocar o seu velho fogão industrial a gás por um forno combinado. Tecnologia de ponta em cocção, essa Ferrari da cozinha permite cozinhar arroz, feijão, e legumes simultaneamente, fritar batatas sem gordura, assar bolos ou pães franceses. Um software ajuda a controlar o forno, que envia os dados em formato XML (eXtended Markup Language), o mesmo usado na internet.
Alguém já percebeu que muitas padarias também fornecem comida pronta? A maioria dos donos de padaria já trocou, com sucesso, seus antigos fornos por novos automatizados por software. Se é possível fazer macarrão com frango controlado por software, por que fazer somente pãozinho aos domingos? Pois é, mudanças tecnológicas bem sucedidas.
Uma boa mudança, sem chuva, para os pequenos.
Fonte: Mário Firmino – B2B Magazine

















