Não modernize a TI a menos que a empresa seja modernizada primeiro
[img:j0078755_1_.jpg,thumb,alinhar_esq_caixa]O assunto é antigo, afinal quem ainda não ouviu o tradicional “não se informatiza a bagunça”, ou “a TI deve andar alinhada com o negócio”.
No passado a preocupação era com a introdução da TI nas empresas. Hoje a questão é a necessidade de modernização das estruturas de TI que foram implantadas no passado e não se mantiveram alinhadas com os negócios (ou também dos negócios que não aproveitam ao máximo o que a TI pode oferecer!).
Há muito tempo que a TI virou uma parte tão importante quanto qualquer outra máquina de uma linha de produção. Como uma parte ativa do negócio, deve ser igualmente avaliada a depreciação e necessidade de renovação.
O encaminhamento para esse dilema envolve o seguinte ponto: Evoluir apenas a TI sem alterar o negócio, ou ajustar também o negócio para aproveitar a evolução disponível da TI. O planejamento e estratégia de médio é longo prazo é que vai ditar o rumo a ser seguido.
A importância deste assunto fez com que Bruce Robertson, do Gartner, elaborasse o artigo publicado pela InfoCorporate que reproduzo a seguir.
Mais uma vez constata-se a importância de envolver, nos processos de revisão e implantação de sistemas, profissionais que tenham a capacidade de identificar o equilíbrio entre as necessidades empresariais e as possibilidades de tecnologia. Com este foco é que a GHERPELLI Consultoria e a SANNA Consultoria continuam a oferecer seus seviços; temos conseguido fazer com que os nossos clientes tenham uma relação de “investimento x benefício” quanto a “tecnologia x estratégia”, adequada aos seus negócios.
Boa leitura.
Não modernize a TI a menos que a empresa seja modernizada primeiro
Bruce Robertson, do Gartner – 26 de agosto de 2008Os arquitetos corporativos deveriam resistir a iniciativas ambiciosas para modernizar a TI que não incluam planos para modernizar a empresa. Se nenhuma mudança corporativa for definida, a TI também não deveria mudar.
DESCOBERTAS
Os analistas de arquitetura corporativa (AC) do Gartner acreditam que o papel da AC deveria ser o de encorajar a empresa a não modernizar a área de TI (incluindo centros de dados, serviços e pessoal) a menos que a própria empresa seja modernizada simultaneamente. Sem esse impulso e resultado, a modernização da TI será inútil.
ANÁLISE
Temos recebido um número cada vez maior de perguntas sobre o papel que os arquitetos corporativos deveriam exercer na modernização da TI. Acreditamos que eles deveriam essencialmente se esforçar para contrabalançar a mentalidade tecnocêntrica do tipo “vamos atualizar tudo o que pudermos” que os esforços de modernização da TI muito frequentemente costumam ter. Ao invés de apoiar tais esforços equivocados, os arquitetos deveriam sugerir que as áreas de TI deveriam simplesmente deixar as coisas como estão — ou deveriam considerar adotar a terceirização ou provedores radicalmente novos (computação em nuvem). Eles deveriam estimular a modernização não apenas da tecnologia para as soluções já existentes, mas também os aspectos da arquitetura corporativa e de informações daquelas soluções.
Geralmente, os “modernizadores da TI” costumam consolidar todas as coisas somente para descobrir que isso não ajuda tanto quanto esperavam. Enquanto isso, não mudaram nada de fundamental para a empresa, além talvez de reduzir levemente o custo e melhorar a qualidade operacional do que já possuem (e que talvez seja consideravelmente bom). Quando isso ocorre, não há nenhuma transformação corporativa — nenhuma mudança arquitetada e impulsionada pelos negócios para a empresa. Ao invés disso, há apenas uma rotatividade entre recursos que já existem.
O impulso pela “mudança pela simples mudança” geralmente usa um argumento do tipo “vamos sair à frente de todos”, que costuma significar gastar dinheiro com um novo recurso ou capacidade da infra-estrutura de TI que terá um uso mínimo. E, no entanto, se as mudanças corporativas realmente ocorrerem de forma rápida, tal recurso ou capacidade deverão ser disponibilizados rapidamente, e preferencialmente a um modesto custo extra, e não com grandes avanços de modernização dos recursos da TI. A verdadeira agilidade que a AC deveria lutar para implementar seria o de permitir tal elasticidade justamente no momento em que a transformação corporativa efetivamente demandar tal mudança.
O QUE VOCÊ PRECISA SABER
Somente se a empresa estiver se modernizando é que o setor de TI deveria investir na sua própria modernização (além das pequenas melhorias de eficiência que tragam algum retorno). Se nenhuma mudança corporativa for definida, as áreas de TI não deveriam mudar dramaticamente. Os arquitetos corporativos deveriam ter voz ativa no que se refere a enviar essa mensagem para quaisquer pretensos modernizadores da TI existentes em suas empresas.

















