Microsoft quer reforçar aplicações de gestão


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A Microsoft é mais conhecida pelos seus programas de grande consumo, como o sistema operativo Windows ou o conjunto de ferra-mentas de trabalho reunidas no Office. De facto, estas duas áreas, em conjunto, pesam 56% do negócio da Microsoft Portugal, sendo 20% da responsabilidade do Windows e 36% do Office. O Windows é hoje o sistema operativo usado em cerca de 90% dos computadores pessoais.

Mas há uma área onde a gigante mundial de software não tem esta força e que pretende reforçar. São as aplicações de gestão, onde tem de concorrer com empresas como a SAP ou a Oracle.

Francisco Ramos Chaves, director da Microsoft Dynamics, foi o gestor escolhido para fortalecer esta área de negócio em Portugal, que neste momento pesa 8% na facturação. A Microsoft Dynamics é a nova designação da Microsoft Business Solutions e em dois anos duplicou o seu negócio em Portugal, disse ao DN Francisco Ramos Chaves.

O gestor explica que a adopção de aplicações de gestão ainda não chegou a uma fase de maturidade e o objectivo da Microsoft é “democratizar o ERP [Enterprise Resource Planning, que são as aplicações que dão suporte aos processos das empresas]”. Hoje, não mais de 60-70% das médias empresas têm sistemas ERP implementados. A Microsoft quer actuar junto das empresas que já têm ERP, mas também conquistar os restantes 40%. O panorama nas maiores empresas é diferente, já que a maioria tem sistemas instalados de ERP, só que, diz Francisco Ramos Chaves, “não estão integrados”. A Microsoft já tem casos para contar de instalações do seu ERP: Lacticoop, Konica Minolta, Colégio S. João de Brito, etc. O modelo de negócio da Microsoft é construir uma plataforma standard e são os parceiros que constroem a verticalização do produto por sector de actividade. Francisco Ramos Chaves defende este modelo, dizendo que “são os parceiros que têm conhecimento do negócio de cada um dos segmentos”. Por outro lado, este modelo “tem contribuído para o desenvolvimento da economia local”, até porque foi criado um canal de vendas autónomo. São cerca de 30 os parceiros nesta área, que empregam cerca de 400 pessoas. O desenvolvimento da verticalização do produto (adaptação aos diferentes sectores) é da responsabilidade dos parceiros, que já criaram oito aplicações verticais. Este modelo permite a internacionalização dos próprios parceiros.

No caso do CRM (Customer Relationship Management), a Microsoft vai lançar este ano a nova versão para os novos Office e Windows (Vista). Utilizar sistemas para a gestão no relacionamento com os clientes integrados com ferramentas como o Outlook é o argumento de combate da Microsoft. Tranquilidade, Liberty, Oni ou Hovione são clientes referenciados. Para este segmento de negócio, a rede de parceiros que faz as vendas é constituída por 21 empresas.

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Baseado em modelo de Dansette